A PROTECCIÓN

NÓ

Recolleu os elos para non ter fin nin principio.

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2 opinións sobre “A PROTECCIÓN

  1. Permita-me que hoje eu a conteste com Vinícius de Moraes, joia da literatura brasileira que, como a senhora, Profa. Helena, jamais será esquecida.

    Medo de amar
    Vinicius de Moraes

    O céu está parado, não conta nenhum segredo
    A estrada está parada, não leva a nenhum lugar
    A areia do tempo escorre de entre meus dedos
    Ai que medo de amar!

    O sol põe em relevo todas as coisas que não pensam
    Entre elas e eu, que imenso abismo secular…
    As pessoas passam, não ouvem os gritos do meu silêncio
    Ai que medo de amar!

    Uma mulher me olha, em seu olhar há tanto enlevo
    Tanta promessa de amor, tanto carinho para dar
    Eu me ponho a soluçar por dentro, meu rosto está seco
    Ai que medo de amar!

    Dão-me uma rosa, aspiro fundo em seu recesso
    E parto a cantar canções, sou um patético jogral
    Mas viver me dói tanto! e eu hesito, estremeço…
    Ai que medo de amar!

    E assim me encontro: entro em crepúsculo, entardeço
    Sou como a última sombra se estendendo sobre o mar
    Ah, amor, meu tormento!… como por ti padeço…
    Ai que medo de amar!

    Gústame

  2. O poema déixame sobrecollida, sobre todo porque o seu contido está moi, moi próximo ao que eu quixen expresar con esa imaxe. ¡Que ledicia tela a Vde. de lectora, querida Profa. Maria Dário! Síntome moi acompañada pola súa amizade e envíolle moito cariño desde a beira da ría .

    Gústame

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